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Tag Archives: rio de janeiro

Diversidade cultural: Conheça as diferentes festas de carnaval do país

Estamos a pouquíssimo tempo de iniciar o carnaval (os mais adiantados já estão caindo na folia) e se tratando da data o Brasil e sua riquíssima diversidade cultural oferecem festas nos quatro canto do país para diferentes tipos de gostos e bolsos, claro! Aproveitando a deixa, vamos falar um pouco sobre algumas das diferentes festas que encontramos por aqui.

carnaval salvadorO Carnaval da Bahia, (mais precisamente de Salvador) começou a evoluir a partir da diferença entre as classes sociais – carnaval de rua contra carnaval em clubes privados – resultando em uma inversão da ordem social, tornando uma celebração. O Carnaval de Salvador começa 6 dias antes da quarta-feira de cinzas ou numa noite de quinta-feira. Em 2005, foi considerado o maior carnaval de rua do mundo pelo Guinness Book. Os foliões festejam em três principais circuitos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico). Há também Carnaval nos bairros da cidade como em Cajazeiras, Itapuã, Periperi, Plataforma e Pau da Lima. Durante o evento, dezenas de cantores famosos desfilam nos trios elétricos fazendo a festa da galera. Cerca de dois milhões de pessoas participam das festividades anuais que duram quase uma semana, mergulhando na música e na dança. Durante dezesseis horas por dia a cultura popular brasileira atinge a sua máxima expressão.

Hoje quem quiser usufruir das festividades soteropolitanas tem duas opções, ou investe um alto valor em abadás, que simbolizam a união de cores diferentes e, os padrões e logotipos pertence à um Bloco carnavalesco ou pode buscar alternativas mais econômicas frequentando as pipocas e os trios sem corda.

olindaEm  Olinda, Pernambuco, a festa é reconhecida mundialmente pelos desfiles dos “Bonecos de Olinda” –  bonecos de mais de dois metros, coloridos e de fácil localização, que saem às ruas junto com os foliões -. É realizado no Centro Histórico da cidade. Reúnindo mais de um milhão de pessoas, durante o evento, com participação de mais de 500 grupos carnavalescos. Entre as suas atrações, ostenta dezenas de bonecos gigantes, sendo o mais conhecido deles o O Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932 e é responsável por dar início, oficialmente, às zero hora do sábado de Zé Pereira, ao carnaval olindense. Além dos tradicionais blocos e troças que percorrem suas ladeiras, embalados pelo ritmo do frevo. São exemplos destes a Pitombeira dos Quatro Cantos, fundada em 1947, quando um grupo de rapazes desfilou pelas ruas da Cidade Alta cantando e empunhando galhos de pitombeira; e o “Elefante de Olinda”, fundado em 1952 por um grupo de rapazes da Cidade Alta, que durante o Carnaval saíram pelas ruas com um elefante de porcelana cantando uma música improvisada em homenagem ao animal. A grande concentração destes blocos e troças se dá na frente da Prefeitura Municipal, onde pode-se encontrar o maior número de foliões por metro quadrado. A festa segue mais ao estilo carnaval de rua, e para participar dos blocos basta caprichar na criatividade para montar sua fantasia.

galoJá em Recife a festa é diversificada e trazendo a junção entre carnaval de rua, desfiles de agremiações carnavalescas e apresentações de cantores e conjuntos musicais em palcos. O Recife possui o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, que se apresenta no sábado de carnaval, ou “Sábado de Zé Pereira”.
Em fins do Século XVII havia organizações, denominadas Companhias, que se reuniam para comemorar a Festa de Reis. Essas companhias eram constituídas em sua maioria de pessoas de raça negra, escravos ou não, que suspendiam seus trabalhos e comemoravam o dia dos Santos Reis.
No Século XVIII apareceu o Maracatu Nação, chamado Maracatu de baque virado, que encenava a coroação do Rei Negro, o Rei do Congo. A coroação era realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Igreja do Rosário dos Pretos).
Com a abolição da escravatura, começaram a aparecer agremiações carnavalescas baseadas nos maracatus e nos festejos dos Reis Magos.
O primeiro clube carnavalesco de que se tem notícia foi o Clube dos Caiadores, criado por Antônio Valente. Os participantes do clube compareciam à Matriz de São José, no bairro de São José, executando marchas. Seus participantes, levando nas mãos baldes, latas de tinta, escadinhas e varas com pincéis, subiam os degraus da igreja e a caiavam (pintavam), simbolicamente.
No Século XX o Recife já dispunha de diversas sociedades carnavalescas e recreativas, entre elas dois clubes (ainda hoje existentes): o Clube Internacional do Recife e o Clube Português do Recife, inicialmente denominado Tuna Portuguesa, além da Recreativa Juventude.
O carnaval de rua realizava-se nas ruas da Concórdia, Imperatriz e Nova, com desfiles de mascarados (os papangus 2 e as máscaras de fronha).

carn-manausEntre os principais eventos de Manaus está o tradicional desfile de fantasias, (que acontece na Avenida Eduardo Ribeiro, próximo ao Centro histórico de Manaus), e o desfile de escolas de samba, além do Carnaboi.
O primeiro desfile oficial de escolas de samba em Manaus ocorreu em 1947, sendo que a Escolaaboi Mixta da Praça 14 foi a campeã. Até 1979 os desfiles eram realizados na Avenida Eduardo Ribeiro. De 1980 a 1990 passou à Djalma Batista, Zona Centro Sul e a partir de 1992 no Centro de Convenções (Sambódromo), o que possui a maior capacidade de público do Brasil (100 mil pessoas), localizado na Zona Centro-Oeste há 9 km do Rio Negro. Segundo o livro É tempo de sambar, a História do Carnaval de Manaus, de Daniel Sales. a pista do sambódromo possui 400 metros de extensão e 12 de largura. sendo que os desfiles das escolas de samba são sexta, sábado e domingo. E o Carnaboi, evento que reúne vários levantadores de toadas e bois, fecham o carnaval Manauara que se inspira muito no Festival Folclórico de Parintins.

carnaval-sapucaiDurante todo o período colonial as diversões que aconteciam na cidade do Rio de Janeiro durante o carnaval não diferenciam daqueles presentes em outros centros urbanos brasileiros. Toda uma série de brincadeiras reunidas sob o termo Entrudo podiam ser encontradas nas ruas e nas casas senhoriais da cidade. No final do século XVIII, essas diversões consistiam basicamente no Após a Independência do Brasil, a elite carioca decide se afastar do passado lusitano e incrementar a aproximação com as novas potências capitalistas. A cidade e a cultura parisienses serão os parâmetros a guiar as modas e modos a serem importados. Atualmente, seu carnaval é oficialmente considerado o maior do mundo, pelo Guinness Book, com aproximadamente 2 milhões de pessoas por dia nos blocos de rua.

A partir das duas semanas anteriores ao carnaval, as ruas do Rio de Janeiro, são tomadas por um grande número de blocos e bandas que carregam dezenas de milhares de foliões e fazem da cidade um grande baile popular sem cordas e aberto a quem quiser chegar.

Além dos tradicionais desfiles das Escolas de Samba que  adquiririam grande proeminência a partir da década de 1950, com a incorporação da classe média aos desfiles, consequência da aproximação entre as escolas e intelectuais de esquerda. A partir daí elas galgaram os degraus do sucesso até se tornarem o grande evento carnavalesco nacional.

carnaval2012_mocidade_foto_josecordeiro_010Assim como no Rio de Janeiro, São Paulo também apresenta desfiles de Escolas de Samba que ocorrem no Sambódromo do Anhembi. As comemorações carnavalescas e o próprio samba diferiam pouco do Rio de Janeiro para São Paulo, exceto por uma nítida diferença de andamento, ou seja, a grosso modo, de velocidade, de tempo da música. O sambista paulista, acostumado à árdua lida nas lavouras de café e migrando para a cidade para o trabalho operário, fazia o que Plínio Marcos denominou de “samba de trabalho, durão, puxado para o batuque”, contrastando com o lirismo e a cadência do samba carioca. Além disso, o samba paulistano era decisivamente influenciado por outros ritmos fortemente percurssivos, como o jongo-macumba, também conhecido por Caxambú. Data dessa época o início da relação entre o Carnaval e o direito: a repressão policial sofrida pelos sambistas, feita de forma dura e sem critério. Os sambistas, não só no Carnaval, mas durante todo o ano, eram vistos como vagabundos, marginais que eram duramente perseguidos pelas autoridades. Recentemente São Paulo também vem abrindo espaço para os blocos de rua, que são gratuitos e já estão se incorporando na cultura da cidade.

carn ouro2O Carnaval de Ouro Preto é o carnaval mais tradicional de Minas Gerais, sua história remonta o século XIX. A cidade conta com mais de 300 repúblicas estudantis e era comum a utilização destes espaços para festas e hospedagem de turistas que, de acordo com a Universidade Federal de Ouro Preto, eram realizadas com acompanhamento do Ministério Público Federal e Estadual diante de autorização prévia da Universidade. Os recursos obtidos eram revertidos na manutenção e conservação das moradias. Em Dezembro de 2013, no entanto, a UFOP comunicou a proibição da venda de hospedagem nas repúblicas federais da cidade, em função de uma determinação judicial, que atendeu a um pedido da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, Regional Circuito do Ouro.
O Carnaval da cidade de Ouro Preto conta com a participação de diversos blocos carnavalescos organizados que sobem as ladeiras da cidade, se reunindo na Praça Tiradentes.
Ouro Preto conta com o mais antigo bloco carnavalesco do Brasil – “O Zé Pereira dos Lacaios”, fundado no ano de 1867, que com seus catitões (bonecos gigantes) animam a festa.

Tem gente da moda no ArtRua 2015

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O estilista pernambucano e queridíssimo da nossa redação Melk Z-Da, que já participou de um editorial nosso fotografado durante o último Dragão Fashion em Fortaleza (clica aqui pra ver!), está mostrando outra faceta sua, por muitos desconhecida, como artista plástico. É bem verdade que suas peças já podem ser consideradas como arte, visto que têm um rico trabalho manual que produz uma estética bela, encantadora e cheia de conceito, e que ele já flerta com esse universo há bastante tempo, em seu ateliê você pode encontrar nas paredes, croquis, painéis e texturas feitas pelo próprio estilista. Mas desde o semestre passado, quando participou da exposição comemorativa ao aniversário da Galeria Joana D’Arc (espaço em Recife com lojas, bares e restaurantes) realizada pela Nuvem, produtora e agenciadora de artistas visuais comandada por Claudinha Aires e Guga Marques, que Melk mergulhou ainda de vez no mundo das artes plásticas. Para o ArtRua, ele levou dois quadros que fazem parte da série “Ruivas” e que são chamados de “ilustra couture” pelo artista, pois são ilustrações em aquarela e tinta acrílica com aplicações e bordados sobre tela. Uma riqueza! Seu trabalho está exposto no stand da Nuvem desde ontem no Galpão da Cidadania na Gamboa, centro do Rio de Janeiro, e fica até dia 13 deste mês.

 

 

 

Batalha de Rainhas

Rio de Janeiro e São Paulo. Duas das mais importantes cidades do Brasil, que se amam e se odeiam. Essa rixa sem motivo é antiga e não tem data para acabar, então aproveitando o motivo carnavalesco, vamos jogar mais lenha na fogueira e ascender a dúvida: quem tem as melhores Rainhas de Baterias, as escolas de samba paulistanas ou as cariocas?

Vamos ao ringue:

Para começar a batalha vamos com duas morenas de tirar o fôlego: defendendo a cidade maravilhosa, Raissa de Oliveira, rainha da Beija-Flor e não deixando barato na terra da garoa, a Camila Silva, da Vai-Vai. Quem pontua para sua capital?

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Duas rainhas de belezas diferentes disputam essa: a diva global Christiane Torloni representa a Grande Rio, enquanto a musa da boa forma Tatiane Minerato defende a Gaviões da Fiel.

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Defendendo a carioca do verde e rosa, Mangueira, temos Evelyn Bastos enquanto que a representante da gloriosa da Zona Norte paulistana Acadêmicos do Tucuruvi é representada por Nadege Delduque.

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O que Viviane Araújo e Gracyanne Barbosa tem em comum? Ambas são rainhas de bateria de escolas de samba consagradas do grupo especial do Rio e de Sampa, respectivamente. Viviane desfila para a Salgueiro, já Gracyanne, para a X-9 Paulistana.

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Para fechar nossa batalha com chave de ouro: duas deusas. De um lado a maravilhosa Juliana Alves representando a Unidos da Tijuca, já pro lado dos paulistas, a loirinha musa Ellen Roche, pela Rosas de Ouro.

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Muitos corpões, brilho e samba no pé, mas qual capital tem rainhas de bateria que conquistam pelo carisma e tem aquele charme a mais que envolve o público e ajudam suas escolas?

 

A moda que vem do morro

O Rio de Janeiro é conhecido mundialmente por suas belezas naturais e pela  cultura repleta de excentricidades. E dentro dessas culturas podemos destacar as favelas da cidade que são muito famosas –  diga-se de passagem se tornaram verdadeiros pontos turísticos para os gringos! – . É claro que elas guardam inúmeros problemas tais como habitação, segurança, educação, transporte e todo o desmazelo por parte do governo que faz com que cada cidadão que mora no morro tenha que enfrentar uma guerra por dia para ter uma vida digna.

Mas mesmo com todas essas dificuldades as favelas trazem um universo cultural riquíssimo através do samba, do funk e também  de uma moda cheia de personalidade.

E para ilustrar esse cenário vamos falar de projetos que mostram como o universo fashion e as favelas cariocas estão caminhando de mãos dadas:

Coopa-RocaNunca ouviu falar da COOPA-ROCA? Pois se você se interessa por moda devia conhecer, afinal a Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura já levou seu trabalho desde as passarelas das Fashion Weeks  mais importantes até à uma exposição no Cooper-Hewitt -National Design Museum, em Nova York.
Criada em 1987 por uma iniciativa da socióloga Maria Teresa Leal, a Coopa-Roca abriu caminho com técnicas como o fuxico, crochê, bordado e patchwork. O trabalho inovador acabou chamando atenção e as artesãs fecharam parcerias comerciais importantes. Entre elas, a Osklen, grife carioca, e a paulista M Officer, cujo estilista, Carlos Miele, doou o terreno para a cooperativa. As peças das artesãs já foram comercializadas para marcas como Paul Smith, da Inglaterra; Ann Taylor, dos EUA; e Le Bon Marche, da França. Mas a moda não é o único foco do grupo. O talento delas também atraiu outros parceiros como o artista plástico Ernesto Neto e o designer holandês Tord Boontje. A cooperativa que funciona na comunidade da Rocinha, é responsável por produzir peças artesanais para o mercado da moda e do design.

primeira coleçaoOutro projeto grandioso para o mercado de moda vindo das favelas é a recente aquisição do Morro do Vidigal, que ganhou uma escola dedicada a formar estilistas. Voltada à capacitação gratuita de moradores de comunidades cariocas, a Casa Geração Vidigal agrupa 4 atividades de moda no mesmo lugar: formação profissional, criação, loja, e organização de eventos com o objetivo de valorizar a criatividade das mulheres e da nova geração de moradores de comunidades para a transformar em principal fonte de renda.
Como resultado, no final do ano passado foi lançada a coleção criada pela sua primeira turma e já se prepara para receber novos alunos. Até finalizar as peças, o grupo de 16 alunos passou dez horas por semana, durante três meses, dedicando-se ao estudo de matérias como estilismo e conceito, corte e costura, e moulage e modelagem. O resultado final foi apresentado num desfile festivo na própria sede, com uma coleção bem urbana.
A Casa Geração é um desdobramento do ModaFusion. Desde 2006, a entidade criada por Nadine e Andrea promove a capacitação ligada à moda junto às periferias sempre gerando bons resultados.
A ideia é que também sejam oferecidos cursos livres, com temas como empreendedorismo e jornalismo de moda. As próximas turmas terão aulas durante seis meses, acompanhando o calendário fashion e, claro, colocando uma coleção na passarela ao final. O espaço também vai ganhar uma loja e uma galeria de arte.

salgueiro e moda fusionHá dez anos, Leonor Rodrigues, 43, desistiu do sonho de ser estilista por falta de oportunidades. Os desenhos e modelos criados por uma rica imaginação foram trancados em um lugar esquecido de sua casa. Vez ou outra, ela relembrava os velhos tempos e criava uma peça nova para consumo próprio ou para usar no desfile de sua escola de samba do coração, a Acadêmicos do Salgueiro. Mas a história de Leonor começou a ganhar contornos diferentes nos últimos meses, assim que passou a colaborar com o projeto “Samba, Moda e Sustentabilidade”, iniciativa que pretende dar visibilidade às criações de costureiras daquela comunidade da Tijuca, na Zona Norte do Rio. O projeto também conta com o apoio do Moda Fusion em uma parceria com a escola de samba local e  tem como objetivo transformar a criatividade das mulheres e da nova geração de moradores do Salgueiro em uma importante fonte de renda.
Todo o material utilizado no curso é doado pelo Salgueiro e provém de roupas e carros alegóricos usados no desfile do ano passado. O trabalho de criação tem a orientação de Ümit Esbulan, estilista de origem turca, criado na Alemanha e formado no Departamento de Moda da Royal Academy of Fine Arts de Antuérpia, na Bélgica. E mesmo sem falar uma palavra em português, o professor consegue se entender com as alunas e passar os conceitos fundamentais da moda.

ecomodaPromovido pela Superintendência de Território e Cidadania (STC), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no Morro da Mangueira, Zona Norte do Rio, o Projeto EcoModa é mais um projeto de moda vindo da favela. Desde outubro de 2012, a iniciativa oferece aos moradores da Mangueira, 18ª comunidade pacificada do Estado, curso de qualificação na área de moda sustentável. O conceito básico dos cursos é a produção de roupas e acessórios com foco na reutilização de materiais. O projeto também estimula a criação de relações sustentáveis dentro da cadeia de produção e de consumo, pautadas no respeito ao ambiente e ao trabalhador. Na edição atual, o curso reúne 150 alunos, que participam de aulas de modelagem, corte e costura, desenho, bordado e estamparia. Diversas parcerias são travadas para doações de materiais que serão utilizados nas produções do EcoModa. Recentemente, as grifes Victor Hugo e Animale doaram insumos para a confecção da próxima coleção, que será apresentada como trabalho de conclusão de curso da turma.

pearls-negrasUma outra forma de levar a moda da favela para o mundo é através da musica, mostrando que estilo não é uma questão de dinheiro. E é isso que o trio de rap formado pelas jovens Alice Coelho, de 17 anos, Mariana Alves e Jennifer Loiola, de 16, faz com muita precisão. O Pearl Negras surgiu a partir de oficinas de teatro do programa Nós do Morro, no Vidigal, no Rio de Janeiro. As amigas que se conheciam desde a infância, acabaram de estrear o clipe “Pensando em Você (Thinking of You)” e além de receber muitos elogios da Dazed And Confused, o trio chama atenção pelo figurino cheio de personalidade e atitude, com roupas coladas e referências dos anos 1990 desfiladas pelos morros do Vidigal.

Confira na íntegra a beleza dos desfiles do Fashion Rio Inverno 2014

Patrícia Viera

patricia vieira beleza

Max Weber assinou a beleza dos desfiles de Patricia Viera. A rainha do couro conquistou a beleza com modelos ostentando a boca como destaque da feminilidade. O batom vinho, proveniente da mistura dos clássicos da MAC, Rebel e Diva, ganhou vida numa pele feita com dois tons de base para dar dimensão à face. Max apostou na bruma Fix+, da marca canadense, para dar aspecto mais saudável e usou o hidratante Strobe Liquid para iluminar. Os olhos foram marcados com marrom na parte de baixo, já destacados com generosas camadas de máscara nos cílios superiores e inferiores, e o mesmo tom de sombra foi utilizado para realçar o formato das sobrancelhas. Nas pálpebras móveis, o pigmento Tan, também da MAC, foi a grande aposta para acender o look. Para potencializar a força do olhar, a linha d’água dos olhos foi delineada com lápis branco no centro. Segundo o maquiador, a beleza foi inspirada no inverno universal, feita para todas as mulheres. Para o cabelo, liso, repartido no centro e um rabo de cavalo baixo, minimalista, com uma mecha escondendo o elástico. Max escovou e chapou bem os fios com Liss Control, da L’Óreal,  caprichou no spray Infinium Lumière e no Redken Styling Forceful 23 para firmar o penteado. O truque de Weber foi desfiar os fios do rabo para dar um pouco de volume.

Alessa

alessa beleza

Robert Estevão assinou a beleza de Alessa e se ateve à arquitetura, tema do desfile, na hora da criação. A influência estética e a simplicidade do trabalho de Paulo Mendes Rocha foram perceptíveis no look geométrico e minimalista, que teve o cabelo como peça fundamental. Um rabo de cavalo baixo, realçado por um topete reto com fios lisos trabalhados na parte frontal com escova e chapinha. O efeito foi potencializado pela franja frizada, puxada para trás e presa cuidadosamente. A leveza imperou na maquiagem, com a pele corrigida com base da NARS, olhos “nada”, graças a suaves pinceladas de sombra marrom e iluminador, e sobrancelhas marcadas. Os cílios, potencializados com curvador, surgiram naturais e sem máscara. Para arrematar o semblante, corretivo e um blush rosado nas maçãs do rosto dividiram espaço com uma boca amenizada com um tom bege claro de batom.

Victor Dzenk

Victor Dzenk

Fabiana Gomes assumiu a beleza de Victor Dzenk e foi buscar inspiração numa mulher inteligente, que viaja e tem a atitude como vertente da personalidade. A sênior da MAC elevou a pegada rock da essência feminina sem lançar mão da vulgaridade. A força da maquiagem surgiu no olhar, destacado pelas cores chumbo e dourado, com pigmentos MAC Pro, e arrematado com a técnica de diminuir dois tons da sobrancelha abaixo do natural. Para transmitir delicadeza e força, os cílios não receberam máscara, mas tiveram as bases marcadas com o Eye Kohl na cor Phone Number. A pele foi preparada com Fix+, Strobe Cream e dois tons de Face and Body, para criar pontos de sombra. O destaque da ossatura das maçãs, atribuindo sensualidade à proposta, ficou por conta de um iluminador cremoso perolado que, potencializado com um gloss transparente para a pele e aplicado com a ponta dos dedos, se uniu ao clássico blush Harmony, que marcou o contorno e deu perspectiva ao formato do rosto das modelos.  Os lábios ganharam a mistura dos batons Twig e Myth, que resultou num rosa antigo, envelhecido. Edilson Ferreira e Ewerton Pacheco assinaram os cabelos e investiram nos lisos chapados, com brilho intenso, remetendo à década de 1980, como tendência da temporada. Bandanas deram o toque às madeixas, trabalhadas com produtos Bumble and Bumble para alisar, o Thickening Hairspray, e para selar os fios e diminuir o frizz, a pomada Creme Contour.

Sacada

Sacada

Robert Estevão foi buscar a beleza indiana para a passarela da Sacada e apesar da forte influência, o expert optou por suavizar a proposta com a discrição de uma pele corrigida com base e valorizada nas têmporas com um delicado iluminador.  As maçãs foram alvo de um blush rosado, que emolduraram os olhos aquecidos com sombra laranja, máscara nos cílios e sobrancelhas definidas com sombra marrom. Silvio Di Giorgio trouxe o liso solto para os cabelos das modelos, divididos no centro e fios frontais colocados atrás das orelhas com simplicidade.

Oh, Boy!

oh boy

Robert Estevão assinou a beleza do desfile com looks joviais. A suavidade marcou presença, como era de se esperar, e a pele foi timidamente iluminada com o tom azulado de inverno do Girl Meets Pearl, da Benefit, na região das têmporas, frias e acetinadas. Para corrigir as imperfeições, as bases da NARS foram aplicadas e deram destaque aos lábios rosados. Os cílios foram apenas curvados intensamente, o côncavo esfumado com sombra marrom e as sobrancelhas cobertas com corretivo. Na correria do backstage, a agilidade dominou os cabelos, amassados e soltos, para mostrar a mulher moderna.

Iódice

iodice

Fabiana Gomes revelou a naturalidade da beleza de uma mulher selvagem, guerreira e caçadora nos elementos da maquiagem. A força feminina foi destacada nos olhos, com as sombras marrom e cinza, Coquette e Concrete, da M.A.C, esfumadas nas partes interna e externa das pálpebras. O constante estado de alerta foi retratado na construção de olheiras, criadas com o blush Coygirl, bem rente à raiz dos cílios inferiores. A pele foi preparada com base líquida, corretivo cremoso e, para revelar maçãs ruborizadas, o blush Pinch Me, com a marcação removida graças ao pincel de base ao redor. O gloss para a pele, também da canadense, foi aplicado nos olhos e nas têmporas, para construir um semblante atlético, em meio aos cabelos ondulados com babyliss no meio e nas pontas, amassadas com mousse e o spray seco, Infinium, da L’Óreal.

Coca-Cola Jeans

coca cola

Max Weber assinou a beleza irreverente da Coca-Cola Jeans. A modernidade e o lado esportivo surgiram em meio à eterna tradição da marca em acrescentar cor aos cabelos. O beauty artist trabalhou os fios lisos, penteados com gel, presos em um rabo de cavalo despojado na nuca e franja assentada com grampos. O colorido das cabeças, se deu ao foto de Weber optar pelo gel para cabelos da marca Tish & Snooky’s Manic Panic NYC, nos tons de laranja, verde, branco e amarelo. Na face, foi aplicada a base Make Up Forever e as imperfeições corrigidas com Laura Mercier.

Herchcovitch

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Robert Estevão foi até a Idade Média para levantar a beleza de Herchcovitch. Nos olhos arrematados em um tom chumbo metálico, foram aplicados os pigmentos da MAC, Corn Flower, Deep Purple e Reflects Antique Gold, em meio ao gloss para pele, da marca, para construir um perfil enérgico e guerreiro. A pele, perfeitamente corrigida e pontuada com iluminador Soft and Gentle, misturado com Mix Medium, não ofuscou os lábios aquecidos com o batom Lady Danger, discretamente aplicado ao centro. Os cabelos foram repartidos no alto da cabeça e escovados com mousse em toda a extensão, ondulada com babyliss e com pontas chapadas.

2nd Floor

2nd Floor

Rober Estevão assinou a beleza da 2nd Floor. A marca conquistou a semana de moda com um look neutro e romântico. A maquiagem foi toda trabalhada com produtos MAC, a começar pela pele, arrematada com Face and Body  e iluminada nas têmporas e pálpebras. As maçãs foram aquecidas com um blush coral, que combinou com o laranja dos lábios. O cabelo surgiu natural, com franja repartida na lateral e envolto em lenços culminando num coque baixo.

Coven

coven

Silvio Di Giorgio lançou mão de uma beleza cheia de vida para a Coven. O frescor e a leveza da juventude começaram com o cabelo liso, chapado minuciosamente e dividido no lado. O look surgiu sofisticado e chic quando a parte frontal dos fios foi depositada na parte de trás das orelhas. O visual que pareceu dominar as propostas de beleza dos desfiles das semanas de moda foi mera coincidência dos desejos dos estilistas, das tendências para a estação fria e dos intervalos curtos. A pele foi concebida com neutralidade, pontuada por Strobe Cream, da M.A.C, e Face and Body. O Redhead Mineralize Skinfinish, acabou sendo a técnica coringa da maquiagem, por exercer a função de blush e iluminador simultaneamente. Para intensificar o efeito da cor, pinceis molhados foram utilizados, para, em seguida, dar espaço aos cílios ofuscados com corretivo, às pálpebras exploradas com o gloss Astro Cold e às sobrancelhas desenhadas com sombra marrom. O batom Rouge Pur Couture, da Yves Saint Laurent, foi o responsável pela sobriedade da boca das modelos.

TNG

tng

Robert Estevão assinou a beleza da TNG e foi buscar inspiração em Londres, na força e no estilo dos punks. A pele surgiu corrigida e viçosa, com efeito de base e hidratante. Os olhos receberam um esfumado sutil no côncavo com sombras bege e marrom e uma marcação rente à raiz dos cílios superiores e inferiores externos com sombra azul. Para arrematar o look, generosas camadas de máscara foram aplicadas nos cílios da pálpebra móvel, unindo forças com as sobrancelhas definidas e penteadas para cima com máscara incolor, para dar o toque rebelde à produção. O contorno do rosto foi construído com blush próximo ao tom da pele, para não chocar com o batom Vermelho Vivo, da Make B., aplicado nos lábios. Os meninos sofreram correção na pele, com toque iluminado pela textura da base, para realçar a barba e os olhos igualmente marcados com azul. Os cabelos, assanhados e amassados dos rapazes dividiram a passarela com as ondas abertas das mulheres, divididas numa risca no alto da cabeça e finalizadas com spray seco Infinium, da L’Óreal. A proposta do desfile nem chegou perto do visual deslocado de Danielle Winits, Marcelo Anthony e Thiago Fragoso. As atrações da marca para chamar a atenção da imprensa pareceram ter saído direto da TV, como sempre.

Andrea Marques

andrea marques

Silvio Giorgio assinou a beleza do desfile da Andrea Marques e acertou o foco para a boca das modelos na passarela. Os lábios receberam o batom Crimson, da Bobby Brown, um vinho chic e meio sangue, que foi depositado na boca com batidinhas leves com a ponta dos dedos. A pele foi preparada com o hidratante Strobe Cream, da MAC, e teve as imperfeições camufladas com a Face and Body, também da canadense, com um iluminador suave nas têmporas. O look assumiu um ar de transparência, quase quebrado pelo blush Orgasm, da NARS, aplicado nas maçãs. Para os olhos, o iluminador líquido e de tom quente Lustre Drops, da MAC, surgiu nas pálpebras, com cílios sem máscara, arrematados por um visual com cabelos lisos, escovados para trás e presos num rabo de peixe. Divididos nas laterais, os fios foram controlados com os sprays Infinium e Redken 23.

Filhas de Gaia

filhas de gaia

Max Weber assumiu a beleza da marca e foi buscar a energia das pedras presentes na coleção para arrematar uma beleza clássica de uma mulher possuída pela força, austeridade e de personalidade segura. A maquiagem concentrou a atenção nos olhos, cujo efeito cintilante das pálpebras se deu graças à ação conjunta de uma sombra cremosa cor-de-cinza e outra mais seca marrom, jogada para o canto externo. A iluminação interna aconteceu com o glitter da MAC, Reflects Antique Gold, na parte interna, em meio ao drama da máscara de cílios. Max mostrou que dá para trabalhar a cintilância sem perder a classe. O que você usa, a maneira e a quantidade é que vão revelar uma tendência cafona. A pele recebeu o célebre Strobe Cream no dorso do nariz, no queixo e na ossatura das maçãs, antes da Face and Body assumir a cobertura da face e o Studio Finish, das olheiras. Os lábios ostentaram a discrição do Creme D’Nude, brilhando com generosa camada de gloss, que combinou com o romantismo da risca lateral nos cabelos lisos, escovados com o Liss Intense, chapados e penteados para trás da orelha, com o spray Infinium, da L’Óreal.

Espaço Fashion

espaço fashion

Robert Estevão e Silvio Di Giorgio cuidaram da beleza da marca e apostaram no hit da temporada para o rosto das modelo: a naturalidade. O que combinou com a pegada esportiva, tema da coleção. Os cabelos surgiram despretensiosos, divididos no alto da cabeça, escovados e com leve babyliss no meio dos fios. A pele foi corrigida com base líquida e a iluminação se concentrou apenas nas têmporas. Os lábios conquistaram a passarela com um toque rosado sutil, combinando com a sombra laranja com gloss para a pele, cílios com curvador e sobrancelhas definidas.

R.Groove

rgroove

De cabelo despojado e pele tratada com hidratante e base translúcida, os rapazes dominaram a passarela com estilo e originalidade. A correção se concentrou na região abaixo dos olhos para valorizar a sombra caramelo que envolveu a região dos olhos. O produto foi aplicado nas pálpebras móveis e também na parte externa dos cílios inferiores. A sobrancelha foi levemente penteada, sem marcação, para não brigar com os lábios hidratados.

Ausländer

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A marca fechou a temporada de inverno 2014 do Fashion Rio com uma verdadeira viagem ao futuro. A maquiagem ousada contou com próteses que simularam ossatura avantajada das maçãs em meio ao brilho de glitters e pigmentos na pele, que deram um toque dourado ao acabamento das bases e corretivos, usados para tornar o look pálido. Os cabelos modernos foram esticados e fixados, bem rente ao couro cabeludo, com gel.

Por Douglas Guerra

Patrícia Vieira e sua viagem espiritual à Santa Fé.

Patrícia Viera teve como ponto de partida para criar o seu inverno 2014, uma viagem à Santa Fé. Guiada por sua líder espiritual, Chris Griscom, que surgiu no desfile como quem abençoa a coleção e ilumina os caminhos, e bebendo na fonte do Novo México, a estilista trouxe para a passarela do Fashion Rio um universo de cores fortes com pegada folk e clima árido.

Inspirada pelos conhecimentos de sua mestra, Patrícia criou um trabalho rico e visivelmente apaixonado, ela buscou na estética deste lugar referências para uma coleção cheia de referências étnicas e plural. O trabalho com o couro, marca registrada da estilista, aparece cada vez mais sofisticado. Nesta temporada, ele veio em renda feita com corte a laser, com aplicações de metais e bordados de cristais criados pela Vivaz, franjados e sob pinturas handmade da artista Klaucia Badaró e do grafiteiro Bruno Bogossian, que traziam desde temas florais até motivos astecas. O tweed metalizado também chamou a atenção.

Os shapes vieram bem femininos com saias godê de comprimento midi. Na cartela de cores, o terracota, verde esmeralda, azul cobalto, caramelo, café, rosa blush e fúcsia. Nos pés, reinou a transparência, em saltos de acrílico com acabamento nude, criado pela Schutz. As jóias foram assinadas por Carla Amorim e as maxi-clutchs de couro colorido por Glorinha Paranaguá.

Por Babi Jácome
Fotos AGNews

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