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Category Archives: Casa de Criadores

Arnaldo Ventura encerra o segundo dia da 36ª Cdc, com direito a presença de Arlindo Grund na passarela

Martins Paulo

A estreia do piauiense Martins Paulo na Casa de Criadores foi marcada pelos raios! O inverno 2015 do estilista buscou o tema de sua coleção no clássico “A tempestade” de Shakespeare e com isso trouxe muito preto, branco, azul cobalto e claro estampas de raios.

Para as formas ele optou por mostrar a sensualidade das brasileira, e elaborou peças mais justas que surgiram em tecidos sintéticos como o couro, vinil e camurça. Uma de suas peças mais marcantes foi o modelo de naked dess, que de acordo com o estilista brinca com o jogo do velar e revelar a pele e o corpo.

Gralias

Conhecida por criar histórias em torno de suas coleções a Gralias, das estilistas Grazi Cavalcanti e Julia Guglielmetti, trouxe para o inverno 2015 uma personalidade acumuladora. Onde uma silhueta repleta de volumes e sobreposições compunham uma imagem pesada que se contrapõe a peças leves e fluidas. A cartela de cores faz o mesmo jogo, tons frios e pesados dividem espaço com cores de tom pastel e a fofíssima estampa de guarda-chuva. Nos materiais a estilistas trazem lãs, chiffon, sarja e neoprene.

Felipe Fanaia

A apresentação de Felipe Fanaia foi um espetáculo em todos os aspectos. Começando pela trilha sonora composta por um mix de Freak le boom boom/Anaconda, a versão de Problem mixada pelo viral “Eta Giovana o Forninho Caiu” e Bonde das Maravilhas que fez a plateia sentir vontade de levantar das cadeiras. O estilista buscou inspiração nos “Sweet Sides” dos guetos americanos da década de 80/90 para criar referencias lúdicas de cafetões, traficantes e clubbers. Nos shapes ele trouxe peças amplas e confortáveis em peças maxi coloridas. Destaque para a estampa de gummy bear.

 

 

Arnaldo Ventura

Para encerrar a noite, Arnaldo Ventura trouxe um inverno preciso marcado por uma silhueta militar e com uma forte referencia da Força Aérea. A coleção poderosa contou com uma alfaiataria com cortes impecáveis, bolso com prega , decotes profundos. Para compor com essa aparência engomadinha, o estilista brincou com a textura de um tweed de aspecto emborrachado e peles. A apresentação contou com a presença de Arlindo Grund, apresentador do programa “Esquadrão da Moda” do SBT, e de Maria Eugênia Suconic, de “Adotada” da MTV Brasil.

Confira o que rolou no primeiro dia de Projeto Lab na 36ª CdC

Diego Fávaro

Uma desconstrução com tecidos em neoprene com recortes em círculos vazados que remetiam a papeis picotados por um furador foi o destaque do desfile do jovem Diego Fávaro estreou na Casa de Criadores. A cartela de cores foi dominada pelo clássico P&B, abrindo espaço apenas para um tom vibrante de vermelho. Destaque para as aplicações de cabelo e os saltos arquitetônicos em madeira.

Gefferson Vila Nova

Inspirado pelos Trópicos Marciais, Gefferson apresentou um shape amplo e marcado pelas sobreposições em uma pegada sportwear street. Nos tecidos ele brincou com as texturas de materiais mais nobres como o jacquard, brocados e veludos que contrastavam com o nylon e as malharias. Uma coleção com formada por tons de laranja queimado, rosa queimado, dourados e preto. Nos pés o modelo de tênis sport New Nalance mega colorido completaram o visual.

Raphael Debei

Raphael Debei apresentou uma coleção masculina com peças bem cortadas e mostrou que tem muito a oferecer no mercado. Na passarela podíamos ver uma representação da Serra Pelada, onde os tons de verde que iam do água, passando pelo oliva até chegar em marrons e dourados. Destaque para a estampa de “pepitas de ouro” muito bem pontuada em peças como macacões paletós sem lapela e camisas.

Walério Araújo encerra o primeiro dia da 36ª edição da Casa de Criadores cercado de celebridades na passarela

Weider Silveiro

Abrindo a passarela da Casa de Criadores, o estilista levou couro e texturas de frio numa cartela de cores envolvendo preto, off-white, azul e rosa. As sobreposiçôes de peças longas abraçaram calças largas entre as silhuetas desenhadas e a estamparia repleta de cores e grafismos. Os detalhes bordados manualmente arremataram as peças com gola alta e mangas que ultrapassaram o limite das mãos.
A alfaiataria despojada dividiu espaço com bordados e detalhes que mostraram o corpo dos rapazes que avançaram na passarela. Bermudas e camisas com transparência somaram o styling com coturnos e meias evidentes. A cartela de cores abraçou os tons escuros de preto e branco. A beleza envolveu mandalas pintadas com o desenho dos bordados.

Walério Araújo

Com peças em couro cerâmica abraçando saias e vestidos em branco, cinza, vermelho e amarelo, pontuados por tons escuros de verde e grafite, o estilista fechou com chave de ouro a primeira noite de desfiles da Casa de Criadores. As roupas pareceriam camisolas glamorosas de tão leves, não fosse a presença de babados, paetês e formas que exploraram a sensualidade do corpo feminino. Os detalhes com transparência trouxeram requinte e uma ousadia romântica às peças, como num ritual religioso de luxo em que a mulher transita entre a feminilidade reservada e extravagante, ao mesmo tempo, com decotes generosos, saias volumosas, maiôs e acessórios incríveis.

Confira um resumo do que vai rolar na 36ª edição da Casa de Criadores

Em uma das maiores edições já realizadas até hoje, a Casa de Criadores fará sua 36ª edição entre os dias 27 e 30 de outubro no Viaduto do Chá, com entrada pela Galeria Prestes Maia.

Weider Silveiro: a principal característica do estilista piauiense radicado em São Paulo é o minimalismo. Nesta coleção, os anos 1970 e 1990 foram traduzidos em formas (justa e midi) e materiais, como o neoprene, malha wang e jacquard. Destaque para os bordados e tricots. A cartela de cores é composta por branco, off white, preto, pink e carbono. Weider começou a se interessar por moda ainda na infância, ajudando sua vó costureira. Começou efetivamente a se dedicar pela profissão em 1999, procurando por uma universidade. Foi assistente de Walter Rodrigues. Hoje, além de ter a própria marca, trabalha como consultor de estilo.

2/Dois: a marca masculina assinada pelos estilistas Weider Silveiro e Jadson Ranieri tem como inspiração o vestuário feminino, com aplicação de guipures e rendas. A silhueta oversized e o experimentalismo já são marcas registradas. Cores: branca, off white e preta.

Diego Fávaro: A coleção OXIGÊNIO é experimental, 100% em neoprene e se desdobra em 10 looks (cinco masculinos e cinco femininos), passando pelo off white, preto, até chegar no vermelho total. O tema surgiu através de uma reflexão do que o mundo vem passando ambientalmente, e de que forma estes problemas de refletem na vida das pessoas. “O oxigênio é um elemento químico representado na tabela periódica pela letra O. Então resolvi pegar esta simbologia para desdobrar toda a coleção”, conta o estilista que fez recortes em formatos circulares. A silhueta base é completamente solta e reta, sem marcar o corpo. Destaque para as cores fluorescentes em calçados e mochilas. Acessórios: óculos circulares, toucas de lã e luvas emborrachadas.

Gefferson Vila Nova: a coleção (exclusivamente feminina) nasce da simbiose entre o corpo de bases tropicais e o universo das lutas marciais. O shape é ora amplo, ora slim fit, uma leitura sportwear de materiais nobres como jacquard, brocado de renda, veludos e lamê em contraponto com metalasse de nylon e malharia. Destaque para a manga japonesa, vedete da coleção. Cores: preta, laranja queimado e azul. O designer tem sua ligação com a indústria da moda desde 2007, quando participou como estilista convidado do Capital Fashion Week em Brasília e teve seu trabalho elogiado pelo renomado estilista Jum Nakao. Seu currículo inclui ainda a participação em feiras internacionais como Pure London (2010) e a Prêt-à-Porter Paris (2010).

Raphael Debei: a marca traz moda masculina com fortes acentos de alfaiataria. A coleção tem como tema central a Serra Pelada, com referências de workwear dos anos 1980. Destaque para as jaquetas curtas, camisas de veludo e estampadas. “Procurei misturar peças de trabalho com alfaiataria. Durante o desfile, eu conto a história de um homem que largou tudo para tentar a vida na Serra Pelada”, conta o designer. A história é contada através da modelagem (mais ampla) e das cores (tons de verde, areia, marrom, dourado e vermelho). Tecidos: Desde couro até tactel, passando por tricoline, plush, tecidos clássicos de alfaiataria, entre outros.

Martins Paulo: estreante no line-up do evento, o estilista piauiense apresenta uma coleção que teve como ponto inicial a obra A tempestade, de Willian Shakespeare, associada a referências esportivas. “Acredito que o mix de referências cria uma imagem moderna e decidida”, conta o estilista. Os tecidos sintéticos predominam: couro, camurça, vinil, malha resinada, algodão, tecidos telados e transparências. Cores: preta, cinza, azul e branca. A silhueta é ajustada e desenha o corpo. Destaque para os prints de raios e tempestades, a pegada esportiva e as formas ajustadas em tecidos quase futuristas. Neste trabalho existe também uma vertente sustentável e social: algumas peças foram desenvolvidas em parceria com uma associação de artesãs que transforma garrafas pet recicladas em diversos objetos de design.

Gralias: a coleção de inverno 2015 da Gralias fala sobre acumuladores. As estilistas da marca, Julia Guglielmetti e Grazi Cavalcanti, voltaram os olhares para dentro da própria empresa ao perceberem a quantidade de tecidos, aviamentos, linhas e outros materiais que juntaram ao longo do tempo. Com isso criaram a história de um personagem viciado em acumular. O ponto de partida para as formas dos looks veio do guarda-chuva, com modelagens amplas e soltas. Já a cartela de cores é viva, uma característica da dupla, que também trabalhará com o contraponto de tecidos pesados usados com chiffon e textura com bordados de pedraria e linha.

Felipe Fanaia: a coleção busca o “sweet side” dos guetos americanos da década de 1980. Com referências em cafetões, traficantes e até Club Kids, as peças vêm coloridas (azul, amarelo, verde, rosa, roxo, laranja), permeadas por formas e pelo estilo das ruas. Max moletons, macacões oversized, cavalos muito baixos e até camisas desestruturadas. Destaque para os casacos de pelúcia. Modelagens amplas confortáveis e sobreposições pontuam a coleção. Nós pés, coturnos coloridos feitos em parceria com a Sandra Campello Calçados.

Också: estreante na CdC, a marca dos estilistas Deisi Witz e Igor Bastos tem como principais características a modelagem contestadora, os drapeados arquitetônicos, a busca por materiais diferentes, o utilitarismo e a funcionalidade. Inspirada pelas tramas do artista brasileiro Arthur Luiz Piza e pela estética da arquitetura pós-moderna dos anos 1960, a Också prepara para sua coleção Concreto Armado um cenário de construção civil. A armadura de metal resistente a trações enriquecida de cimento, areia e pedras são os elementos principais da composição do concreto. Com uma extensa gama de materiais nobres e cores sóbrias combinadas a uma silhueta ampla e rígida, a Också procura na delicadeza de seus drapeados um paradoxo ideal para a contrição desta coleção. Estampas inspiradas em concreto e ferrugem, paleta de cores (preto, cinza, verde e marrom e bege), materiais (fios de cobre, telas metálicas, látex).Tecidos: feltro de lã, moletom, látex, crepe de malha, neoprene, crepe de seda, veludo molhado, scooba, spacer, fios de látex, fios de silicone, malha de lã, rayon, organza de seda, plástico.

Tarcísio Brandão: marca de slow fashion de produtos exclusivos, que tem como diferencial a parte têxtil e materiais, cuja origem e processo de produção respeitam critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável. Além disso, inclui em seu trabalho tecnologia aliada a produtos artesanais, roupas com conteúdo digital, com o foco na divulgação dos trabalhos artesanais brasileiros. Seu DNA consiste na busca da identidade brasileira na moda e seus variantes. A principal referência dos processos de criação da marca surge principalmente das origens culturais brasileiras e seu resgate a partir de uma leitura de moda, um trabalho de funcionalidade cultural informativa e referência para texturas, cores, formas e aplicações. Em consequência há uma pesquisa de matérias-primas.

Tilda: a marca, do estilista Anderson Tomaz, apresenta um inverno influenciado por uma forte corrente dos anos 1960: a moda espacial e futurista (marcada pela chegada do homem à Lua). Assim como nas duas últimas edições da Casa de Criadores, a Tilda continua reforçando seu streetwear cool. Alguns looks trazem informações geralmente encontradas nas roupas dos astronautas, como utilitários (zíperes, velcros, botões), capacetes, e os tecidos dupla face. As cores seguem as inspirações 60’s e giram em torno do preto e do branco, com algumas aplicações em cinza e prata. “Também optei por preto e branco para ter a liberdade de usar muitas texturas, estampas e diferentes tecidos”, conta Anderson Tomaz. Essa mistura conta com elementos como paetês, babados, rendas, malhas, lãs, estampas gráficas, tramas de alumínio, nylon, entre outros. A modelagem, especialidade do estilista mineiro, vem mais volumosa, amórfica e em camadas nas peças femininas, enquanto que nas masculinas é mais justa ao corpo. As peças também apresentam sobreposições e amarramentos.

Karin Feller: o ponto de partida deste inverno é o contraponto entre a cidade grande e o interior. As estampas foram inspiradas em silhuetas de prédios, detalhes de arquitetura como cobogó, portas e portões. Também aparecem padronagens geométricas, manchas e figuras literais como flores ou animais. A cartela de cores passa pelo marrom, beterraba, azul, preto e branco. Destaque para a estampa “olha a onça”, para as estampas triangulares inspiradas no icônico prédio da FIESP e para as maquetes têxteis. A silhueta dessa coleção é longilínea, confortável e acinturada. As peças valorizam o trabalho manual e da cultura brasileira com crochês e bordados.

Rafael Caetano: a coleção Insígnia tem como inspiração o escotismo. Dos escoteiros, foram extraídos elementos concretos como as próprias insígnias, a casa, e o ambiente que os reverbera, e outros mais abstratos, como a honra, a procura de sentido e a luta por um ideal. Com silhuetas curvas, as peças são compostas pelas cores vinho, terra, bronze, branco e pele. Tecidos: sarjas, mousseline, bojo espuma, foil e feltro.

Rober Dognani: Intensidade, drama, caos. Uma tribo de nômades góticos que viaja o mundo serviu de inspiração para o Inverno 2015 de Rober Dognani. Urbano, esse clã não se restringe aos guetos – transita do universo underground ao mainstream, nos hemisférios norte e sul, no oriente e ocidente, nesse plano e no além. O estilista dá continuidade ao trabalho iniciado na temporada passada e amplia a utilização do látex. Matéria-prima predominante nessa coleção, ele aparece em diversas formas, dando nova textura ao jeans, renda, malha e tricô. Distante de sua utilização no universo fetichista, para Rober ainda há diversas possibilidades de trabalhá-lo, não só nas peças conceituais feitas especialmente para o desfile, como para a coleção comercializada em loja. Cor intrínseca do DNA de sua marca, o preto é tom único nas linhas feminina e masculina, essa última estreando na passarela do estilista. Construídos a partir do trabalho de moulage, vestidos, blusas, saias, tops e calças ganham forma com a combinação de tecidos como mousseline, tule com elastano, tricô, jeans, malha, renda e couro. Máxi saias, vestidos esvoaçantes, transparências, sobreposições e o contraste de volume com fluidez pontuam o inverno de Rober Dognani. Destaque para o minucioso trabalho feito em plissê e para a base de T-shirt, que aparece não só em versão box como em vestido. Nós pés, sandálias em couro e botas em jeans com amarrações.

Igor Dadona: pela primeira vez o estilista sai do universo preto e branco e inclui mais cores em sua cartela: grafite, rosa claro e laranja. A coleção fala sobre prisioneiros tradicionais, mas também do sentimento de prisão. “Além de um sentimento de sufoco, de um certo desespero, falo também da delicadeza, da vulnerabilidade e da esperança de liberdade que cada prisioneiro carrega em si”, explica o estilista. As estampas, feitas à mão, remetem as tatuagens de presídio. Tecidos: veludo, lã, sarja Cher e couro, alfaiataria. As peças têm formas longas, geralmente cobrindo o pescoço e amarrando o corpo. “Apresento nessa coleção a minha visão sobre o que é ser um prisioneiro, seja numa cadeia tradicional ou dentro da sua própria mente”, acrescenta. A cenografia do desfile foi feita em parceria com o “Projeto papelão”, do artista visual Edgard de Camargo, que utiliza papelão e tinta para criar suas obras. As estampas são todas feitas à mão, pelo ilustrador Luan Mello.

Gustavo Carvalho: A coleção (feminina e masculina) é inspirada nos elementos da cultura pop dos anos 1980, como a música e a arte. A personalidade transgressora da cantora Madonna foi muito explorada para o desenvolvimento do mood da coleção. A geração jovem dos 80’s foi transportada para o momento que vivemos hoje, com fortes influências da moda urbana e esportiva. Cores: preto, vermelho, marfim e ferrugem. Tecidos: camurça, neoprene, couros sintéticos, cetim, jacquards. A silhueta é reta, esportiva e triangular. A aposta do estilista é nos acessórios, no mix de textura e no corte.

Fernando Cozendey: A coleção de inverno 2015, chamada “FÊNIX”, traz 26 looks em uma cartela monocromática vermelha e tem como inspiração a vulnerabilidade emocional. Vazados, grafismos que lembram raios e corações são desenhados nos tecidos elásticos, tecnologicamente desenvolvidos pela Sayoart Têxtil, explicitando um processo emocional que vai da destruição/depressão/desespero até reconstrução/força/esperança. E a Fênix surge no final varrendo, transmutando e trazendo um novo fôlego para a existência, pois a única coisa que não podemos abrir mão é de sermos nós mesmos.

Casa Cravo & Canela: resultado de uma parceria inédita entre a Casa de Criadores e a marca de sapatos Cravo & Canela. Neste projeto, quinze nomes que integram o line-up do evento criaram uma coleção cápsula de modelos de tênis, que serão vendidos no site www.casacravocanela.com.br a partir do dia 27 de outubro, o primeiro dia de desfiles. Os estilistas que desenharam os modelos são Ale Brito, Anderson Tomaz (Tilda), Arnaldo Ventura, Danilo Costa, Fernando Cozendey, Gefferson Vila Nova, a marca Gralias, Gustavo Carvalho, Igor Dadona, Jadson Raniere, Karin Feller, Kauê Bueno, Nathan Sousa (Nosotros), Rafael Caetano e Tarcísio Brandão. Os tênis já estão sendo vendidos na loja conceito Choix.

Casa de Criadores Verão 2015 – Terceira noite

Alê Brito

Com uma proposta inusitada, o estilista voltou ao século XIX e buscou referência na tentativa das famílias tradicionais em manter a boa imagem de um ente querido após a morte com quadros que revelam a pessoa bem saudável ainda em vida. A idéia foi processada e deu base a um novo jeito de fazer streetwear para o verão, rompendo os padrões de vestimenta da sociedade e as regras de combinação de peças. O movimento anti-glamour do designer diz que as mulheres não têm que usar salto, meia calça ou maxi acessórios. Visando apenas o conforto e a preocupação da roupa num dia nublado, em saias e jaquetas elaboradas com plástico, para uma reinvenção das capas de chuva. A coleção transitou numa cartela de cores envolvendo preto e off-white, em peças em tule francês, organza, tafetá e poá.

Danilo Costa

Sem um nome específico, a coleção de verão do estilista teve um foco voltado para a água. Utilizando o azul e verde como proposta básica para a cartela de cores, as peças foram abraçando a estamparia praiana com peixes-espada e hibiscos remetendo o floral marinho. A beleza recebeu glitter azul nos cabelos, numa referência à areia sob o brilho do sol, casando com paetês acqua, com efeito furta-cor azul-esverdeado nas peças  em preto, branco, rosa e laranja em alfaiataria estruturada ou mais fluídas confeccionadas em seda, algodão e poliéster.

Fernando Cozendey

Trabalhando sempre a silhueta marcada nas peças, o estilista apresentou a coleção “Brasil” na última noite de desfiles na Casa de Criadores e lançou uma coleção-manifesto com a repressão e a liberdade de expressão como opostos dentro de uma mesma peça. O rococó abraçou o funk no projeto de peças vazadas, com decotes exagerados e seios quase à mostra, emoldurados com babados, mangas bufantes, mangas presunto e modelagem sensual. Sem partir para a fauna, flora ou o tradicional verde e amarelo para destacar o tema de verão da marca, o designer lançou mão do azul e do branco na cartela de cores em lycra texturizada como jeans, os dois tecidos mais consumidos pelos brasileiros. A ousadia da música das favelas foi ouvida por Cozendey como apelo nacional, a realidade das comunidades que revela o descaso do Estado e dos meios de comunicado em relação aos menos favorecidos. Drogas e violência são resposta ao preconceito e à ignorância de uma sociedade que evita olhar a pobreza e opta pela surdez ao não atentar para o grito dos excluídos em letras que revelam a que nível chegamos. “As pessoas precisam de ajuda, as crianças estão crescendo e ninguém vai fazer nada?” O desabafo de Fernando pediu estrutura, apoio e foco para a Educação. Os modelos masculinos e femininos conquistaram a passarela com coreografia quente em meio ao desejo de respeito e justiça. Foi a sua forma de bradar por mudanças.


Trendt

Quase no fim da noite, bem atrasados – a marca chegou a ser anunciada para o segundo desfile, mas foi substituída por Danilo Costa – e com looks reduzidos, a Trendt venceu os boatos de que não desfilaria nesta edição por complicações com os modelos e apresentou uma coleção rasa de vestidos sobrepostos em malhas cinza e preta, com estamparia geométrica em vermelho. A assimetria das peças abraçou o movimento e a fluidez na passarela, num styling minimalista e confortável.


Talentos SENAC

Berço de talentos e estimulador de mentes notáveis, o SENAC viu seus estilistas concluintes apresentando suas peças em pequenos desfiles nesta edição do evento, a serem avaliados para uma bolsa de estudos na Esmod Paris e uma série de outros prêmios. A designer vencedora, Helena Cunha, trouxe uma coleção inspirada no surfstyle para todas as ocasiões, desde as mais sofisticadas até as de rotina, com acabamento primoroso, impecável corte a laser e uma cartela de cores madura. O páreo foi acirrado, com destaque para as coleções de Maria Sofia, Alexsandra Moura, o bom gosto, o profissionalismo e a harmonia nas estampas e texturas de Mariane Menezes e Joyce de Cunto, e a delicadeza das peças de Priscila Marino. A iniciativa prova que a educação de moda brasileira está atingindo padrões de excelência com discentes cada vez mais capacitados.



Novos Olhares

Para fechar a noite, a Casa de Criadores e os estilistas do LAB desenvolveram looks para um desfile de modelos deficientes visuais que comoveu toda a platéia do evento. Moças e rapazes conquistaram a passarela com alegria, na intenção de promover uma reflexão sobre a moda para um público especial. Os aplausos dos espectadores provaram uma sociedade acolhedora, que enxerga as diferenças e que preza a inclusão e a igualdade, num momento que contou com Luane Dias, do programa Esquenta, e Ghilherme Lobo, do filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho.



Por Douglas Guerra

Casa de Criadores Verão 2015 – Segunda noite

Rafael Caetano

A “Coleção em Construção” foi inspirada na metodologia de trabalho do próprio estilista e nos materiais usados para a confecção das peças ao longo de dez coleções. Outra vertente de inspiração foi a Construção Civil, que aparece fortemente no styling e nos acessórios. Os sapatos se desmontam e óculos de soldagem foram estilizados para a ocasião. Materiais transparentes surgiram entre formas mais secas e pequenos arredondamentos de dentro para fora. O que geralmente fica escondido nas peças ficou à mostra desta vez, como zíperes e etiquetas. A criação quis atingir um mercado de vanguarda, nada comercial, com uma estampa traçada que mostra a modelagem em diversos encaixes e tipos de plástico, organza de seda, tela, filó, espuma transparente, elástico e sarja resinada para simular couro. O branco e suas famílias preencheram a cartela de cores, em meio ao off, pérola e gelo.

Kauê Bueno

O estilista foi buscar referências na própria consumidora. Entusiasta do normcore, termo que classifica as pessoas que não ligam a mínima para o mundo da moda, o designer escolheu o jeans como proposta para o verão. Trabalhando o tecido de maneira diferente, numa costura mais delicada e lançando mão da alfaiataria, Bueno apresentou uma forma não usual do estilo no streetwear e na rotina dos jovens. O styling usou tênis para fechar a produção de formas largas de peças com e sem elastano, lavadas e amaciadas para não perderem a cor real e pontuadas por xadrez amarelo, azul e vermelho.

Tilda

Um blaser da fanfarra militar comprado pelo estilista num passeio em Paris deu início à coleção apresentada na segunda noite de desfiles da Casa de Criadores. Para falar da Bahia, a criação jogou uma baiana romântica apaixonada por um soldado imaginário na passarela, resgatando uma história de amor platônico. Na prática, langeries e corsets revelaram uma aura de moda praia com alfaiataria e um mix de referências da década de 1970. Chacrinha, Cher, os hippies e a Guerra do Vietnã também vieram fundamentar a brincadeira. Muitas flores no bordado das roupas arremataram o camuflado das peças, reforçando o couture de plástico da Tilda. A cartela lançou mão das cores presentes nas tramas de rede e nos tapetes do estado nordestino, alimentando a coleção com materiais inusitados.

Nosotros

Partindo de Cuba, a pesquisa da criação envolveu a obra do artista latino Rene Portocarrero  na confecção das peças com formas orgânicas, babados e volume com elementos inspirados na natureza. A cartela de cores foi buscar nas fachadas das casas cubanas o rosa, o azul, o preto, verde e branco para ornamentar as roupas e os lenços do styling, casando com acessórios dourados de cortina. Sarja, crepe e acetinados rígidos serviram para estruturar os vestidos também fluidos, mais fechados e que foram abrindo ao longo do movimento.

Walério Araújo

 Irreverente, o estilista venceu a frustração da masculinidade e trouxe o seu “Baile de Debutantes” para a passarela da Casa de Criadores. Saias de armação de tule deram o charme da primeira etapa do desfile que contou com celebridades como Valesa Popozuda, David Brazil, Lucy Ramos e Ticiane Pinheiro. A segunda fase, já sem as saias, as modelos retornaram com o look por inteiro, revelando maiôs, macacões e vestidos. Lúdico, o designer brincou com os desejos das mulheres após os 15 anos. Sensualidade, ousadia, glamour e atitude brilharam na cartela com branco, nude, rosa, fúcsia e roxo, uma proposta mais madura para cores infantis.

Elian Gallardo

A coleção EG Underwear foi inspirada na beleza masculina brasileira e nas riquezas do país. As pedras preciosas da natureza e a miscigenação surgiram nas diversas cuecas estilizadas realçando os mais diversos tons de pele na passarela. Famosos como Nicole Bahls, Harry Louis, ex de Marc Jacobs, e Matheus Mazzafera foram as atrações do desfile. A criação, liderada por Estevão Goes, optou por peças que pudessem dar ênfase à beleza corporal com modelos esculturais da agência que dá nome ao time. As cores da bandeira brasileira, dos estados, da fauna e da flora foram a grande aposta da cartela.

Felipe Fanaia

Partindo de Cuiabá, primeira referência para a coleção de verão do estilista, a inspiração abraçou o futebol americano e o título conquistado pelo time da capital na ultima temporada brasileira. Mesclando elementos do esporte à fauna regional, o designer lançou a estrutura do maxilar de das onças pintadas, reproduzidas em resina, para compor os capacetes do styling com traços indígenas, e na logo nas peças que parecem uniformes com textura do couro de jacaré e ombros oversize para imitar armaduras e as proteções dos jogadores. O azul, preto, prata e branco, transparentes ou não, transitaram na cartela espelhada nas cores da bandeira da cidade em meio ao cetim, tafetá, couro e nylon.

Arnaldo Ventura

Nesta edição, o estilista trouxe um safari urbano em peças luxuosíssimas, requintadas e com acabamento primoroso. Para arrematar o desfile, na passarela, Alessandra Berriel dividiu espaço com o militarismo característico do designer para a criação de looks masculinos e femininos. As roupas amplas, largas e estruturadas, que revelaram o corpo numa sutileza e conforto sofisticados, abraçaram uma cartela enxuta, composta por marrons, cáquis, roxos e dourados para paetês e sedas.

Juss

A coleção foi buscar na trilogia Inca, a influência latina para o desfile. As cores escuras e texturas diversificadas deram o toque da marca à proposta. Os três mundos em que os povos antigos acreditavam revelaram o mundo dos homens, o paraíso e as sombras do inferno. Peças amplas, com sobreposições e styling urbano pontuaram o verão da marca.

Weider Silveiro

O verão do estilista trouxe o corpo humano como tela e a ação de robôs em muitas cores e formas geométricas para a silhueta ampla e a estamparia das peças. Azul, laranja, preto e branco foram o destaque da cartela para roupas em malhas, neoprenes leves e pesados, e telas com paetês bordados manualmente.