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Os riscos dos agrotóxicos usados nas plantações de algodão

algodoeiro

algodoeiro

O algodão é usado como fibra têxtil há mais de 7.000 anos, e podemos dizer ele está ligado à origem mais remota do vestuário e à evolução da produção de artigos têxteis, sendo ainda hoje a fibra têxtil mais consumida no mundo.

O Brasil, por sua vez é um dos maiores produtores mundiais de algodão. A importância da cultura do algodão na economia do País, o seu impacto na economia rural e em diferentes ramos de atividade, assim como as características particulares desta cultura, levaram o Estado a empreender, ao longo da última década, várias iniciativas, para estimular a dinâmica desta cadeia de valor.

A fibra do algodão não traz fortes impactos se descartada indevidamente no meio ambiente, uma vez que seu material é orgânico, e leva cerca de três meses apenas para se decompor completamente. Por outro lado seu impacto pode ser maior durante sua cultura se feito incorretamente, pois é necessário grande espaço de terrenos para sua agricultura, e são utilizados diversos tipos de vermífugos, adubo químico, inseticidas entre outros agrotóxicos.

Os agrotóxicos são substâncias (ou uma mistura delas) destinada a impedir a ação ou matar diretamente insetos , ácaros , moluscos, roedores , fungos ervas daninhas (muito encontradas nos algodoeiros), bactérias e outras formas de vida animal ou vegetal prejudiciais à agricultura, isto é, consideradas como pragas e, portanto, suscetíveis de serem combatidos durante a produção, armazenamento, transporte, distribuição e transformação de produtos agrícolas e seus derivados.

O armazenamento de grandes quantidades de agrotóxicos pode representar significativos riscos ambientais e à saúde humana, particularmente no caso de derramamentos acidentais (especialmente em colheitas feitas de forma manual). Em muitos países, o uso de agrotóxicos é altamente regulamentado com autorizações emitidas pelo governo aprovando a compra e uso dos produtos.  Nas fazendas são exigidas instalações de armazenamento e rotulagem adequada, equipamentos de limpeza, procedimentos de emergência, equipamentos de segurança e procedimentos para manuseio. A aplicação e disposição são muitas vezes sujeitas a normas e regulamentos obrigatórios. Normalmente, os regulamentos são definidos através do processo de registro.

No final do ano passado o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o uso de agrotóxicos à base de brometo de metila em fibras e caroço de algodão destinado à exportação, em caráter emergencial. O agrotóxico é utilizado no controle do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis).

A cultura do algodão foi incluída na exceção aprovada pelo governo para o uso desses produtos por meio da aviação agrícola. Essas empresas ficam responsáveis por comunicar o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), mensalmente, sobre a aplicação dos produtos. A fiscalização dessa modalidade de uso é intensificada no período de validade da restrição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama).

O problema é que num passado recente houve um mal uso de agrotóxicos persistentes, os organoclorados. Um organoclorado como o BHC pode resistir na natureza e no organismo humano por mais de trinta anos, se tornando num dos piores poluentes da história.

E nesse ramo a utilização de agrotóxicos é muito comum, são poucas (e caras!) às roupas feitas de algodão orgânico, cultivado sem o uso de agrotóxicos e pesticidas. Apenas 1% do algodão produzido no país é orgânico. A fábrica Coexis, de São Paulo, criou o primeiro tecido de algodão orgânico nacional, tingido com corantes naturais. Entre os clientes estão as marcas cariocas Redley e Cantão, que levam para suas roupas o selo orgânico.

Quem deseja evitar o uso de produtos que contenham esse tipo de pulverização pode ficar de olho na etiqueta de composição do tecido. Os produtos que seguem os princípios da moda sustentável vêm com selos e etiquetas, que mencionam sua origem, e para as roupas orgânicas, já existe o selo de certificação NOW (Natural Organic World).

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