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O beijo, o queijo e o reino – Sobre o final de Amor à Vida

felixeniko

felixeniko

Lembro do primeiro capítulo de Amor à Vida em Maio do ano passado como se fosse hoje. Após “Avenida Brasil”, novela sublime de ponta-à-ponta, mesmo com alguns deslizes, veio Salve Jorge, bomba sublime da Franja. Nós, fãs de telenovelas, estavamos sedentos por algo novo, refrescante e que pudesse tirar a péssima impressão da absurda história da Turquia.

Foram capítulos eletrizantes e a certeza de que o futuro seria ótimo junto com Walcyr Carrasco e seus personagens… os meses seguintes mostraram que eu estava errado e que “Amor à Vida” era só mais uma novela como outra qualquer, a qual nos acostumamos a gongar nas redes sociais. Tirando o núcleo Félix + a história do Niko + Amarilys + Eron + Algumas cenas de Pilar, nada na novela fazia sentido. Nada.

Não sou crítico de novelas, e nem o pretendo ser, acho que tem gente muito melhor qualificada para isso que já montou um texto excelente sobre o desenrolar da trama. Estou aqui mais focado em falar sobre os redentores 10 minutos finais da estória a partir do meu ponto de vista, e como a novela voltou a ser nova, refrescante e importante. Antes de tudo, vamos assistir as duas cenas nos players abaixo:


Félix e Niko se beijam – Amor à Vida


AMOR A VIDA – Félix e Niko se beijam ; O beijo… por opsjf

 


Félix e César se perdoam – Amor à Vida


AMOR A VIDA – César aceita Félix ; César faz as… por opsjf

As duas cenas são de uma beleza estética e literária tão grandes, que nem sei expressar direito. A primeira tem o famoso e tão aguardado beijo no principal programa da TV Brasileira. Ao menos 40 milhões de pessoas em todo o Brasil assistiram-na. Que representa não apenas um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo, mas a vitória do amor. Vi algumas pessoas falando coisas como: “AAAAA mas foi um beijo muito mixuruca”. Pera, eu entendo o fato de todos querermos quebrar o status quo de uma vez, mas não é assim que se faz em tempos de paz. Nós não somos os bolcheviques prestes a conquistar a praça vermelha à força e empunhando armas.

Esse beijo também não foi feito para “pessoas esclarecidas”, esse beijo foi construído para milhares de pessoas de todo o Brasil que, infelizmente, são educadas e informadas das coisas pela televisão. Em especial pela TV Globo. A partir dele vamos conseguir tornar banal o assunto “homossexualidade e amor entre pessoas do mesmo sexo”, sua importância histórica é inegável no processo de consolidação do Brasil como nação democrática. E vou dar um exemplo de como isso é verdade:

Em 24 de Maio de 1979, na mesma Rede Globo, já entronada como principal rede de tv do Brasil, estreava o seriado Malu Mulher. Estrelado por Regina Duarte, então a “namoradinha do Brasil” (para os mais novos é como se ela fosse a Sandy dos nossos tempos: perfeita e casta), agora interpretava um personagem ousado para a época: Mãe, Trabalha fora e DIVORCIADA! Hoje soa comum demais, mas até aquele momento o divórcio era um grande assunto não discutido pela sociedade brasileira. Protestos de todos os lados aconteceram: Igreja, pessoas públicas da época, os militares; rádios; jornalistas… e mesmo assim o seriado cumpriu seu dever de levar a história de Malu aos lares de milhões de telespectadores e seus televizinhos.

Você conhece alguém hoje que se choque com a palavra divórcio? É algo tão do nosso dia a dia, não é mesmo? Note, não estou dizendo que a globo sozinha mudou o status quo, o que estou dizendo é que ela deu o start para a discussão se mostrar e tornar banal… coisa do nosso cotidiano. O Divórcio só se tornou lei em nosso país em 1977 e antes dessa discussão na sociedade as mulheres que o faziam eram apontadas nas ruas e excluídas em vários momentos. Isso te lembra algum grupo de pessoas hoje em dia? 😉

A ideia é que a partir daqui, o amor entre pessoas do mesmo sexo entre para o hall de coisas corriqueiras dos nossos dias e vidas. Se não temos escolas e um país laico de verdade para defender o direito de todos, então a TV que o faça e ajude na construção do nosso país… aliás, este é o papel da televisão mesmo, segundo a constituição.

Voltando a novela, a segunda cena é ainda mais tocante porque ela fala sobre perdão e aceitação. Sentimentos tão nobres e difíceis de se conquistar… quando César disse “eu te amo” para o filho Félix, ele não estava dizendo apenas para o personagem do grande Mateus Solano. Ele estava dizendo para milhares de crianças que sofrem bullying todos os dias no Brasil, apenas porque são “diferentes” dos coleguinhas da escola; Ele disse eu te amo para todos os jovens transgêneros expulsos de suas casas pq não se encaixam nos padrões da sociedade; Quando eles se deram as mãos, César e Félix, estavam incentivando a ponte entre pais e filhos que não se falam por medo, tabu, preconceito… no final, como disse o Vitor Angelo do Blogay da Folha de SP: Quem morreu foi a homofobia.

O primeiro passo foi dado. Que venha o futuro e que momento histórico lindo é este que vivemos juntos. 🙂

Dois dos principais jornais impressos do Brasil trazem o beijo de Niko e Félix estampado em suas capas de hoje.

jornaisfinal

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