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Paula Lavigne, o ego e a biografia da discórdia.

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Eu já trabalhei com artistas. Eu ainda trabalho com artistas. O lado bom de trabalhar com artistas é justamente o estar perto de mentes criativas, inquietas, que gostam e querem se expressar através da arte.

O lado ruim de trabalhar com artistas é justamente lidar com o ego. Não que eu não tenha o meu ego para lidar, o problema é que eu tenho que lidar com o meu (que é enorme), o das pessoas que trabalham comigo e ainda o dos clientes os quais atendo. Mas isso faz parte do “trabalhar com artistas”. É o tal do ônus.

Nos últimos dias o mundo paralelo das artes no Brasil, que muitas vezes é bem distante da vida real cheia de mazelas com as quais convivemos, foi sacudido pelo anúncio da criação da “Procure Saber”, organização que “defende os interesses de pessoas públicas do naipe de Caetano Veloso, Chico Buarque, Djavan, Gilberto Gil e Roberto Carlos”, mais precisamente os interesse a cerca de “biografias não autorizadas”. A presidente da entidade é ninguém mais, ninguém menos que Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano e destacada produtora cultural sócia-diretora da Natasha Produções, que vem a ser a empresa que negocia shows e a obra de Caetano, além de outros artistas.

O que a entidade alega é que autores e editoras faturam muito com obras “não autorizadas” e que a “vida pessoal retratada” é “a vida pessoal do artista”. Na real, existe um probleminha aí nessa opinião: Ok, todo mundo tem uma vida privada e ninguém tem nada a ver com o que você faz durante suas horas de folga… no entanto, artistas, políticos e pessoas públicas no geral, que são aquelas que ajudam a escrever e montar a identidade de um país, tem um compromisso além do que suas vidas privadas nos deixam ver.

Entenda, não sou a favor de você, por exemplo, pegar a imagem do Chico Buarque (ou sua obra musical) e tascar num comercial de tv de uma marca X e usar isso pra vender produtos. Mas um trabalho biográfico sobre o Chico Buarque, um dos artistas mais importantes do século XX e figura principal da cultura nacional durante a ditadura, tem um valor histórico muito maior do que a rasa discussão em cima de dinheiro. Entender e conhecer a vida do Chico Buarque durante os anos de chumbo, sem o crivo e censura de produtores, assessores e famílias (que invariavelmente tem interesses conflitantes) é entender e conhecer um pouco do Brasil. É entender e conhecer, e fomentar ainda mais, a obra do artista.

O problema meus amigos e queridos 20 leitores, é que o ego, aquele que eu abri o texto falando sobre, sempre está à frente. Uma biografia não autorizada, em 100% dos casos, traz sempre a imagem do artista desnudada e sem a tal aura de “celebridade” e “intocável”. O problema também está em como a discussão está sendo levada no Brasil. De um lado, o bom senso (nem sempre presente) de imprensa, autores, editores e público em geral… do outro, os artistas, Paula Lavigne (cuja grande contribuição para a área artística se resume  a sua personagem Daniela de Vale Tudo [QUEM?]) e o costumeiro cordão de puxa-sacos e pessoas de rabo preso que existem em todas os cantos.

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Antes de uma discussão sobre “mulheres encalhadas” e “recalque” (alô bloguetes), estamos discutindo a preservação de parte da história recente do nosso país. Que antes dos relatos oficiais e oficiosos, precisa sim ser dissecada sobre diversos pontos de vista. É através da análise e discussão de temas diversos, que a história (aquela que estudamos na escola) é construída. Somos um país muito jovem, o estudo e a visão dos personagens que ajudam a construir nosso país e sua cultura é fundamental para a construção da identidade do nosso povo.

Alguém sabiamente cunhou a seguinte frase sobre fama e famosos: “A fama tem um ônus e um bônus”, o preço a ser pago como pessoa pública é, antes de tudo, ter o interesse real do seu público também no que diz respeito ao caminho que você trilhou até chegar ao ápice.

Hilário Junior (Metheoro)

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