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Cool-Hunting: Os caçadores de tendências

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O inicio do século 21, trouxe a modernidade através de constantes mudanças. Esta busca por novidades e inovações originou a necessidade de prever futuras tendências não apenas na moda, mas para todos os outros setores do mercado. No meio desta busca pelo futuro, surge o termo cool-hunting, que nos últimos anos, vem  sendo citado frequentemente por muitos profissionais da moda.

O profissional cool-hunter vem despertando o interesse de uma grande parcela de jovens do mundo inteiro devido ao fácil acesso à informação disponível na internet. Embora muitos não saibam,  atuar como cool-hunting exige um bom preparo, pois este trabalho envolve uma visão completa de diversos setores do mercado, para poder  antecipar as tendências que serão adotadas pelos consumidores.

Para entender melhor sobre esta profissão do momento entrevistamos quatro profissionais da área: Sabina Deweik , coordenadora do curso de Cool-Hunting da Escola São Paulo e diretora no Brasil da empresa pioneira em cool-hunting, Future Concept Lab; Marina Manso, correspondente na América Latina do portal online de tendências Stylesight; Lindsey Alt, editora e pesquisadora de tendências do portal Nova Iorquino Fashion Snoops, e Yvan Rodic, autor do famoso blog Face Hunter.

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Como surgiu

Apesar da prática de cool-hunting existir há aproximadamente 30 anos, este termo foi criado apenas na década de 90 pelo Future Concept Lab  e ainda é relativamente novo no mercado. Para Sabina Deweik, cool-hunting  é uma nova função encontrada no meio de profissionais de marketing que pesquisa e identifica  as últimas tendências do mercado.

O caçador de tendências, ao contrário do que muitos pensam, não se restringe apenas  à moda. Atualmente, o cool-hunter também trabalha em áreas como gastronomia, publicidade, design, automobilismo, tecnologia, entre outras. Em geral, eles são profissionais espalhados ao redor do mundo que procuram identificar novas manifestações, sejam elas nas ruas, na internet, ou em qualquer outra forma de comportamento que possa gerar um movimento em um grupo relevante de pessoas.

Muitos pesquisadores, no entanto, não gostam de usar o termo cool-hunting, pois não acham que procurar tendências significa procurar o que é ‘cool’. Ás vezes até desconhecem o uso do termo, porque a expressão cool-hunting é muitas vezes associada ao famoso site Coolhunting.com. Sabina explica: “O cool-hunting não busca apenas o ‘cool’ ou o mais inovador, ele na verdade faz um raio x do comportamento cotidiano da sociedade e busca o espirito do tempo atual que vivemos.”

Campanha-Balenciaga

O site Fashion Snoops

O pesquisador de tendências também não é necessariamente um trend-setter. Ele, na verdade, é um bom observador, antenado, que sabe reconhecer quem são  os trend-setters. Muitas pessoas acham que estes profissionais vão sempre em busca do que as celebridades estão usando ou fazendo. Entretanto, o foco está nas pessoas comuns, até porque muitas celebridades se vestem e se comportam de acordo com as indicações de seus consultores.

Há dois tipos de cool-hunters: o pesquisador de moda que busca tendências que focam as cores, formas e materiais que devem ser usados nas próximas 2 ou 3 estações; e o cool-hunter que se aprofunda mais no comportamento de consumo e no estilo de vida. Muitas vezes, o caçador de tendências de moda também faz a pesquisa comportamental, pois as tendências de moda são reflexos do  desejo do consumidor. Inclusive, muitos dos temas de moda encontrados pelos caçadores de tendências são resultados de movimentos comportamentais.

Mas afinal, o que são tendências e onde os cool-hunters as encontram? A tendência é um movimento que surge em diversos lugares do mundo, se propaga pela população e permanece por um certo período. Geralmente quem a inicia não é necessariamente a mesma pessoa que a espalha. Um produto que entra e sai do mercado rapidamente não é moda e nem tendência, mas sim uma “fad”, palavra em inglês usada para expressar movimentos de curta duração que são esquecidos ou tornam-se cafonas em um piscar de olhos. O que já foi adotado por uma grande parcela da população não é mais tendência, e sim moda.

As pesquisas levam em consideração cores, formas, materiais, comportamento de consumo e estilo de vida.

As pesquisas levam em consideração cores, formas, materiais, comportamento de consumo e estilo de vida.

O produto que é tendência geralmente aparece em uma estação e se reinventa a cada temporada. Isto não acontece apenas na moda, mas este movimento e re-transformação também ocorre no esporte, no cinema, na música, na saúde, e nos negócios. Algo fora do alcance da grande maioria não é tendência, e o cool não é quase nunca o mais caro e sim o mais raro e inovador. As tendências são primeiramente adotadas por pessoas antenadas e conectadas com o mundo. Elas passam para as pessoas que  tem opiniões confiáveis, para depois chegar a grande massa.

 O trabalho do cool-hunter

Cada caçador de tendências tem o seu próprio método de pesquisa, mas em geral, eles frequentam os mesmos tipos de lugares e encontram referências semelhantes. No processo de cool-hunting é preciso observar, fotografar e fazer anotações. Por isto, na grande maioria das vezes, os pesquisadores estão sempre com uma câmera fotográfica, um bloco de anotação, ou um smartphone capaz de exercer as duas funções. Existem até aplicativos para celulares que permitem que cool-hunters armazenem e organizem as informações coletadas.

Marina Manso, que pesquisa tendências de moda na América latina, costuma frequentar eventos de moda, feiras, lojas e as ruas. Ela também está sempre online no Twitter para ficar por dentro dos últimos acontecimentos e  saber o que as pessoas estão falando. “A internet é uma ferramenta essencial nas pesquisas, porém não pode ser a única, pois as ruas sempre acabam revelando muito mais detalhes que ainda não foram desvendados”, diz Marina.

Redes sociais, publicações impressas e análise do comportamento humano são as melhores fontes de informação para o profissional.

Redes sociais, publicações impressas e análise do comportamento humano são as melhores fontes de informação para o profissional.

Lindsey Alt também é uma usuária assídua das redes sociais, principalmente do Twitter,  onde ela encontra constantes atualizações do que se passa no mundo. Além da internet, Lindsey gosta de focar sua pesquisa em diversas regiões, por isto está sempre viajando ao redor do mundo: “Eu acredito que as informações mais importantes podem ser encontradas nos lugares mais inesperados. Olhar algo que dita tendências em lugares que ninguém olha é o que faz alguém um bom pesquisador,” diz a pesquisadora.

Já Sabina Deweik ,que  trabalha na parte de pesquisa comportamental, usa um método diferente . Ela costuma  fazer um mapeamento do briefing selecionado usando revistas e informações coletadas na internet. Após a primeira etapa, Sabina sai nas ruas apenas para observar e poder afirmar as hipóteses levantadas, para depois editar o material coletado. Apesar de hoje em dia não trabalhar mais como caçadora de tendências, a empresária explica que quando necessário vai ao campo, até porque, como ela mesma diz: “Uma vez cool-hunter, sempre cool-hunter.”

As pesquisas de tendências feitas para publicações como o Fashion Snoops e o Stylesight focam mais nas tendências de moda e revelam o que deve ser usado nas próximas estações. Por isto, os pesquisadores estão sempre fotografando o produto de perto e pessoas nas ruas. O Face Hunter, Yvan Rodin, faz um trabalho muito semelhante em relação ao estilo das ruas e está sempre captando o estilo das pessoas nas grandes capitais do mundo. Yvan, no entanto, não se considera um caçador de tendências, mas sim de estilo. Ele acredita que seu trabalho influencia pesquisas de tendências de moda, porém a ideia de seu blog é retratar estilos que o agradam. Yvan está sempre nas maiores semanas de moda ao redor do mundo, inclusive do Brasil, buscando inovações que fujam das mesmices. Apesar de dizer que não é um caçador de tendência, o seu trabalho é muito semelhante ao de um cool-hunter, pois ele foge do que é moda e busca por visuais inovadores que ainda podem virar tendência.

Future Concept Lab

Future Concept Lab

Por sua vez, Sabina Deweik afirma que as pesquisas realizadas no Future Concept Lab buscam referencias mais sólidas que vão além dos indicadores da moda. Sua equipe busca por um núcleo específico, utilizando pessoas comuns em seus cotidianos. Mesmo que a pesquisa seja sobre moda, a empresa vai buscar informações em diversos setores do mercado. Entre seus lugares favoritos para conduzir pesquisas de cool-hunting estão museus, restaurantes, shopping centers e até mesmo eventos de rua. Uma vez coletado todo o material, ela identifica as primeiras manifestações de tendências e também analisa os fatos do presente para projetar as repercussões futuras.

 Formação

Os caçadores de tendência geralmente vem de diversas formações, pois os cursos de cool-hunting surgiram há menos de 10 anos. Aqueles que trabalham na área de pesquisa de tendências de moda, normalmente são formados em moda ou emfashion merchandising, como Marina Manso e Lindsey Alt. As duas afirmam que entender de moda é importante, porém não é suficiente. Lindsey acrescenta: “Não existe professor que pode treiná-lo para ter olhos que reconhecem tendências. Ou você tem, ou você não tem.”

Muitos cool-hunters também são jornalistas. Escrever bem é importante nesta área, pois é preciso fazer relatórios das pesquisas justificando suas escolhas e destacando os pontos fortes que foram analisados. É o caso de Sabina Deweik, que é formada em jornalismo e mestre em  Comunicação Semiótica e em Fashion Communications. Sabina trabalhou muitos anos como jornalista de moda, mas só descobriu o universo de cool-hunting durante sua temporada em Milão enquanto fazia seu mestrado.  Ela diz que sempre teve um espirito investigativo e que sua curiosidade de saber o que tinha por traz da roupa em termos de forma de expressão e comportamento, fez com que ela se aprofundasse em suas pesquisas.

Campanha-Balenciaga

Outro fator importante na formação dos caçadores de tendências é saber escrever e falar inglês fluente, pois as grandes agências são internacionais. Mesmo as empresas nacionais exigem que o profissional viaje regularmente, portanto, uma segunda língua é sempre bom. Fotografia é uma ferramenta essencial no trabalho de cool-hunting, por isto são indicados cursos básicos de fotografia que ajudam os profissionais a manusear a câmera. Entender de sociologia e antropologia também são pontos positivos, afinal cool-hunting é um trabalho de interpretação da evolução do comportamento do consumidor.

Outras formações comuns entre cool-hunter é publicidade, já que o cool-hunting é uma nova técnica usada no marketing. Independente da formação, o cool hunter precisa ser curioso, ter um espirito investigativo, ser comunicativo e livre de preconceitos.

 Onde estudar

Por se tratar de uma profissão nova, ainda existem poucos cursos disponíveis nesta área. No Brasil, o mais recomendado pelos profissionais brasileiros entrevistados é o curso técnico oferecido na Escola São Paulo. O Istituto Europeo di Design (IED), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e o  Senac também oferecem cursos de extensão nesta área. Para alguém que queira se aprofundar mais em comportamento de consumo, a opção pode ser o curso de Antropologia do Consumo de Marketing, oferecido na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Trends Gymnasium

Trends Gymnasium

No exterior, são recomendados cursos no Central Saint Martin em Londres, no Domus Academy  e no Instituto Marangoni em Milão. Para profissionais de outras áreas que pensam em se tornar caçadores de tendências no futuro, a opção pode ser o curso a distância “Trends Gymnasium”, oferecido pelo Future Concept Lab.

Ainda sim, é recomendado um bom estágio durante qualquer tipo de curso, pois o grande aprendizado vem sempre da prática.

 Oportunidades no mercado

 Na maioria das vezes, os cool-hunters iniciam sua carreira como freelancer para agências. Hoje em dia, a internet permite com que pesquisadores trabalhem à distância para muitas empresas do mundo inteiro. Portanto, o cool-hunter pode morar em São Paulo ou no Rio de Janeiro e produzir material para uma empresa sediada em Paris. Isto aumenta a quantidade de empregos oferecidos nesta indústria. No mundo da moda, o cool-hunter pode atuar como pesquisador e como editor para as agências que geram conteúdo online, como consultor de tendências para marcas de moda, ou até mesmo como jornalista escrevendo suas visões para publicações. Ele também pode trabalhar com marketing e desenvolver estratégias na comunicação da marca, ou ainda com design, para implementar e encontrar inovações para o produto.

 Empresas

Há diversas empresas que geram conteúdo de tendências e, entre as mais conhecidas com foco em moda estão o WGSN, o Stylesight, o Fashion Snoops e o Trendstop. Outra empresa relevante, mas que gera um excelente conteúdo sobre arquitetura e design além de moda, é o site britânico Stylus. Todas oferecem material somente para assinantes. Estas empresas em geral trabalham com editores em sua sede, e tem pesquisadores espalhados pelo mundo inteiro.  Eles também oferecem consultoria para os clientes que desejarem. Atualmente só o WGSN e o Stylesight tem escritório no Brasil, sendo que o WGSN trabalha em parceria com a empresa Mindset, que dá consultoria para empresas não só de moda.

Campanha-Balenciaga

Outras opção para trabalhar no Brasil é a agência Box 1824, que é especializada em pesquisa e mapeamento de tendências de consumo no mundo. Seu foco, não entanto, não se restringe a moda. A Box 1824 possui clientes desde Unilever e Itaú até Nike e C&A.

cool-hunter também pode atuar como pesquisador no Brasil para outras empresas internacionais já que todas estas empresas contratam pesquisadores do mundo inteiro. O Trend-watching e o Trend Hunter, por exemplo, são duas empresas que geram conteúdo de tendência online tanto público, quanto por assinatura.  As duas focam em diversos tópicos e oferecem oportunidades para os pesquisadores candidatarem-se para ser trend-spotters (caçadores de tendências) oficiais do site.

Já o pioneiro em cool-hunting, Future Concept Lab, que não oferece conteúdo online e trabalha apenas com consultoria tem apenas um cool-hunter por cidade.  O Brasil é o único lugar além da Itália com um escritório da empresa.

 As oportunidades de trabalho como cool-hunting  vem crescendo, cada vez mais, no Brasil e dando novas ideias para profissionais que atuam no país. A pesquisa vem se tornando algo essencial para o desenvolvimento de produtos e estratégias e, por isto empresas agora buscam por profissionais mais especializados. A profissão cool-hunting, porém, continua sendo um tanto desconhecida ou não compreendida por alguns profissionais. Ser caçador de tendências não é apenas ser moderninho, ter um blog legal e fotografar coisas diferentes. Cool-hunting é descrever o que foi observado ao seu redor e entender a razão destas inclinações e mudanças para desvendar as tendências futuras. Esta é sem dúvida mais uma das novas profissões que aparece em nosso século e se populariza por causa da revolução tecnológica. Mas vale lembrar que para ser cool-hunter é preciso bastante preparo e conhecimento, pois qualquer resultado vem de uma pesquisa feita de materiais sólidos e não apenas de deduções.

3 Responses to Cool-Hunting: Os caçadores de tendências

  1. […] Os caçadores, além de frequentar eventos de moda, feiras e lojas, precisam estar sempre online. Usam muito o Twitter para ficar por dentro das últimas novidades, lançamentos e acontecimentos em tempo real. Eles precisam saber o que as pessoas estão falando, qual é a opinião delas a respeito de tudo que pode virar moda. Além disso, sempre andam com uma câmera, um bloquinho de notas ou um smartphone que possa exercer as duas funções. Além disso,  aplicativos como o Evernote para coletar as informações a serem analisadas! “A internet é uma ferramenta essencial nas pesquisas, porém não pode ser a única, pois as ruas sempre acabam revelando muito mais detalhes que ainda não foram desvendados”, diz Marina nessa entrevista. […]

  2. Elizângela disse:

    Ótima matéria. Obrigada!

  3. Denis disse:

    na verdade so com o curso superior de moda voçê ja pode se tornar um ”cool-hounter”

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